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Tecnologia e alimentos orgânicos na mira da Vapza

Alimentação orgânica, saudabilidade, rastreabilidade, sustentabilidade e atuação omnichannel são tendências da indústria de alimentos que a Vapza acompanha de perto e vem colocando em prática.

A empresa familiar instalada na cidade de Castro, no Paraná, investe nessas frentes para se manter inovadora no mercado, como contou o CEO, Enrico Milani, durante palestra no Summit Alimentos 2019, evento realizado pela GS1 Brasil em setembro em sua sede, na capital paulista.

Fundada em 1995, a companhia começou suas atividades utilizando tecnologia francesa para processar, cozinhar e esterilizar batatas. Atualmente, com 380 colaboradores, produz mais de 7 mil toneladas por ano, entre vegetais, grãos e proteínas em sua fábrica.

São mais de cem linhas de produtos, sendo 48 disponíveis no varejo. A companhia também atende às necessidades do food service com produtos prontos e temperados. “Como nossa indústria é pequena e familiar, temos flexibilidade na produção. Temos mais de 10 linhas de produção e conseguimos desenvolver diversos produtos tailor made, como feijão com mais tempero ou batata fatiada. Nossa área de pesquisa e desenvolvimento é muito ativa e proativa”, afirmou Milani.

Ele ressalta, inclusive, que a empresa comprou tecnologia francesa para trabalhar com batatas, mas, com o passar do tempo, desenvolveu internamente ferramentas para processar outros tipos de alimentos. Funciona assim: a fábrica recebe o alimento, descasca de forma automatizada e embala o produto in natura e à vácuo. Depois, os alimentos são cozidos e esterilizados a vapor em autoclaves com temperatura acima de 150 graus Celsius. Nesse processo, é possível preservar todos os nutrientes, sem precisar adicionar conservantes. Os produtos têm shelf life de até 24 meses e não necessita de refrigeração.

Como o alimento é cozido e esterilizado, a empresa garante a questão da segurança alimentar. Além disso, o plástico usado nas embalagens é livre de bisfenol (que libera toxinas prejudiciais à saúde humana), outro apelo ligado à saudabilidade.

“A Vapza foca no consumo consciente e na sustentabilidade da cadeia. As cascas e o material orgânico gerados na indústria são fornecidos para outras empresas da região para alimentação animal”, completou Milani.

A companhia implementou a rastreabilidade e conquistou a certificação global de segurança de alimentos BRC, para qual precisou homologar toda a cadeia de suprimentos. “Nosso desafio é mostrar que a produzimos comida natural e sem conservantes e, para isso, é fundamental a transparência dos dados e a rastreabilidade”, disse o executivo.

Foco nos orgânicos

Em 2014, a empresa observou o movimento crescente da alimentação orgânica nos Estados Unidos. De olho nisso, na época, lançou alguns produtos orgânicos, mas a iniciativa não foi bem-sucedida. “Todo mundo sabe que no Brasil existem dificuldades na produção orgânica. Lançamos seis produtos orgânicos, vendemos para as redes do varejo, mas em seis meses não tínhamos mais produtos, nem matéria-prima nem produtor. Foi algo muito triste, mas a partir daí passamos a investir no fomento da agricultura orgânica”, contou Milani.

Hoje, cerca de 15 produtores cultivam alimentos orgânicos para a Vapza, que criou uma linha com 10 itens vendidos no mercado nacional e exportados para Estados Unidos e Europa. Com resultados positivos, o foco é investir cada vez mais nos orgânicos.

Inovação para crescer

A empresa atua em outras frentes para crescer. De olho no público que mora sozinho, não tem tempo para cozinhar, mas deseja ter uma alimentação saudável, lançou uma linha com porções menores, de 250 gramas.

Além disso, para ajudar a incrementar as vendas de modo geral, apostou em algumas iniciativas. Nos pontos de venda, passou a expor os produtos, que antes ficavam separados nas seções de mercearia e FLV, em um único local. “Fizemos um piloto em uma loja em São Paulo e em um mês dobramos o sell out. Foi um investimento com custo zero e agora queremos replicar em todas as lojas do País onde estamos presentes”, contou Milani.

exposiçao de produtos da vapza no ponto de venda

Exposição de produtos passou a ser feita em um único local nas lojas – Foto: Divulgação

No mundo virtual, lançou a loja on-line em 2018 e passou a investir no modelo omnichannel, no qual o consumidor pode comprar pelo site e receber o produto em casa.

Na operação de e-commerce utiliza o padrão global GTIN, possibilitando a busca do produto pela numeração do código de barras. Por ser um padrão global, o GTIN também facilita as exportações, ajudando a fortalecer a imagem da Vapza junto às redes do varejo internacionais.

Aliás, a companhia está bastante engajada no uso dos padrões, tanto que, em parceria com a GS1 Brasil, participou do Verified by GS1, um projeto global da entidade que está em fase de desenvolvimento no Brasil e consiste em um banco de dados no qual as empresas podem cadastrar os produtos e identificá-los com atributos que podem ser verificados globalmente, como: GTIN (Número Global do Item Comercial), categoria, descrição, URL, entre outros.

A Vapza foi a primeira empresa do mundo a cadastrar os dados dos produtos no Verified by GS1.  “Ficamos muito honrados em participar desse projeto. A inovação está no DNA da nossa empresa e, por isso, é muito interessante mostrar o que fazemos, disponibilizando as informações dos nossos produtos”, afirmou Milani.

Foto de abertura: Eliane Cunha

 

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