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Turma da Árvore: como ser sustentável e gerar bons negócios

Promover o bem-estar das pessoas e compensar os prejuízos ao meio ambiente por meio de projetos sustentáveis e inovadores. Esse é o propósito da Turma da Árvore, companhia formada por um grupo de 17 empresários que têm participado de importantes projetos de sustentabilidade pelo País.

Hugo de Faveri, um dos fundadores da empresa, realizou uma palestra no Summit MPE, evento promovido pela GS1 Brasil em agosto de 2019 para micro e pequenos empresários, e contou sobre as atividades da Turma da Árvore e cases de sucesso favoráveis à sociedade, ao meio ambiente e aos negócios.

“A empresa nasceu por uma necessidade pessoal de reinvenção. Numa conversa informal, com um grupo de amigos, surgiu a ideia de plantar árvores. No dia seguinte, eu tinha uma reunião com Maurício de Souza e perguntei o que ele achava da ideia. Ele achou ótima e pensei: ‘então, pode dar certo’”, relembra Faveri.

Foi assim que um grupo de empreendedores se uniu para a criação de um negócio capaz de compensar e equilibrar os prejuízos causados ao meio ambiente por atividades essenciais.

Hoje, a Turma da Árvore tem sede em uma fazenda em Santa Catarina, que abriga um viveiro capaz de produzir 7,2 milhões de mudas de árvores por ano. “Todos nós produzimos, compramos, vendemos e, para que tudo isso aconteça, nós poluímos. Não tem como ser diferente. Mas para desenvolvermos nossos negócios, temos de entregar um planeta melhor para quem vai nos suceder. Isso é possível”, destacou Faveri.

Mais do que possível, a sustentabilidade passou a ser uma exigência de mercado. Em 2015, mais de 150 líderes mundiais estiveram presentes na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, para adotar, formalmente, uma nova agenda de desenvolvimento, formado pelos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que devem ser implementados por todos os países até 2030.

“Nesse contexto, as empresas também precisam se alinhar às ODS ou estarão fora dos negócios. Muitos importadores na Europa e outros países já questionam seus parceiros para saber quais ODS eles atendem”, comentou.

Cases de sucesso

Durante a palestra, a Turma da Árvore provou que é possível fazer bons negócios com o viés da sustentabilidade. Um dos cases de sucesso compartilhados com o público foi o da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), responsável por controlar 1800 companhias de transporte, que rodam 195 milhões de quilômetros por mês.

Apesar de ser uma atividade essencial ao Brasil, a quantidade de gás carbônico emitida diariamente é considerável. Aí entra o trabalho da Turma da Árvore. “Estamos desenvolvendo um projeto para plantar árvores com o objetivo de neutralizar esse efeito. A árvore funciona uma esponja de carbono na atmosfera, neutralizando as emissões”, descreveu Faveri.

Assim, os ônibus da EMTU devem ganhar um selo com um código – desenvolvido em parceria com a GS1 Brasil, por meio do Projeto Código Verde – para que os usuários possam escaneá-lo e visualizar a quantidade de quilômetros rodados por aquele veículo, quantidade de CO2 emitida, quantos quilos foram neutralizados e quantas árvores foram plantadas.

Para viabilizar o projeto, a empresa verificou que o espaço necessário para plantar todas as árvores poderia ser um problema. Foi então que a Turma da Árvore identificou um grupo de produtores de cana do interior de São Paulo que detinham cerca de 100 hectares de terra e que, por lei, teriam de explorar 20% desse espaço justamente para o plantio de árvores. “Conversamos com as associações e conseguimos os hectares de terra que precisávamos para plantar as árvores. A EMTU não precisou fazer o desembolso para esse plantio, ou seja, foi algo favorável a todos os envolvidos”, disse Faveri.

O retorno da madeira para o meio ambiente também é uma preocupação constante da Turma da Árvore. Afinal, quando essas árvores morrem e não têm um destino, o CO2 pode voltar para a meio ambiente. Nesse sentido, a empresa reaproveita essa matéria-prima para o desenvolvimento de embalagens sustentáveis – feitas de polpa de celulose virgem e resina vegetal – projeto que vem sendo adotado pela Seara, unidade de negócios do grupo JBS.

Quer adquirir mais conhecimento para a expansão dos seus negócios? Acompanhe os próximos Summits setoriais da GS1 Brasil.

Foto: pdp Filmes

 

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