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Unilever e ABAD apontam oportunidades e tendências pós-Covid

Nesse período da pandemia causada pela Covid-19, a GS1 Brasil tem promovido uma série de lives, chamadas de GS1 Talks, a fim de manter seus associados atualizados diante desse novo momento do mercado, que exige reinvenção de estratégias e, ao mesmo tempo, traz diversas oportunidades aos empreendedores.

No dia 12 de maio, o encontro foi entre o presidente da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD) e diretor do Destro Macro Atacado, Emerson Destro; e a diretora de vendas e e-commerce da Unilever, Juliana Carsoni.

Com a mediação da head de desenvolvimento setorial e produtos da GS1 Brasil, Ana Paula Maniero, a live mostrou os desafios e as oportunidades entre o canal indireto, que atende o pequeno e médio varejo, e a indústria.

Riscos de ruptura

Uma das grandes preocupações diante da pandemia, seja do consumidor final ou do varejo, é que, em algum momento, haja ruptura na cadeia de abastecimento.

Os atacadistas e distribuidores ligados à ABAD continuam atendendo o varejo de forma regular. “Talvez, algumas lojas estejam operando com rupturas, mas não por conta de abastecimento da indústria, mas, sim, por falta de crédito pela situação econômica do País”, analisa Destro.

Juliana Carsoni, da Unilever, também garante que as fábricas da companhia mantêm o funcionamento normal. “Tivemos os 10 dias finais de março, período conhecido como ‘compras do pânico’, no qual as pessoas se abasteceram com um volume que não estavam acostumados. Neste período, talvez, o consumidor encontrou algumas rupturas. No mais, a situação foi normalizada”, comenta.

Produtos em alta

Com a pandemia, o consumidor mudou seus hábitos e, naturalmente, novos produtos passaram a fazer parte da sua cesta de compras. Além do álcool em gel e das máscaras, outros itens ganharam espaço.

emerson destro presidente da abad

Emerson Destro, presidente da ABAD – Foto: Divulgação

“Vemos um crescimento acentuado em categorias relacionadas à limpeza da casa e de roupas, além de produtos de higiene pessoal. E, como sabemos que o Covid-19 não deve cessar tão rápido, esses novos hábitos de consumo devem perdurar”, prevê Juliana, acrescentando que alimentos para refeições caseiras, como temperos e congelados, também tiveram acréscimo na demanda.

Nesse cenário, é fundamental que o pequeno varejista conte com bons parceiros para trabalhar com o mix ideal.“O pequeno varejo tem a limitação de espaço na gôndola e cada indústria tem o sortimento ideal para este espaço. Neste mês de maio, a ABAD divulga o ranking com os melhores atacadistas e distribuidores por Estado, e esse pode ser um ponto de partida para novos e confiáveis relacionamentos”, sugere Emerson Destro.

Canais de compra em ascensão

O isolamento social fez com que alguns canais de compra ganhassem a preferência do consumidor, a exemplo do e-commerce e do pequeno e médio varejo.

juliana carsoni diretora de vendas e ecommerce da unilever

Juliana Carsoni ,diretora de vendas e e-commerce da Unilever – Foto: Divulgação

“Em função do isolamento, as pessoas têm dado preferência ao varejo próximo de casa. Por serem lojas menores, o consumidor espera encontrar menos aglomerações e, portanto, fazer suas compras com mais segurança. Só o comércio eletrônico, hoje, cresce mais que o pequeno varejo”, disse Juliana, reforçando que a solidariedade da população, em querer ajudar o pequeno comércio local, também traz mais força para esses estabelecimentos.

A indústria também tem criado ou fortalecido ferramentas para facilitar as compras do varejo nesse período. A Unilever, por exemplo, possui o Compra Unilever, voltado para que o pequeno varejo compre diretamente da empresa. “Este canal já tem quatro anos e o aceleramos nesse período de pandemia”, conta Juliana. Ela reforça, ainda, que a Unilever tem o canal chamado Sua Loja Aberta, com conteúdo relevantes ao pequeno varejista.

Dados confiáveis

O uso de dados qualificados e padronizados em toda a cadeia de abastecimento foi outro ponto importante citado pelos executivos durante a live.

“Estruturar fontes de dados é fundamental para agir rapidamente e entender novas demandas. O volume de dados que se reúne num negócio durante dois ou três dias não significa nada se não estiverem corretos e estruturados”, afirmou Juliana.

“Informação é algo fundamental para direcionar o dia a dia. O compartilhamento de dados entre distribuidores, indústrias e varejo faz com que as reações ao mercado sejam mais rápidas”, acrescentou Destro.

“Dados de produtos completos, padronizados, acurados, precisos e atualizados são fundamentais para a melhor análise de negócios. Nesse sentido, a GS1 pode ajudar o mercado na melhoria da qualidade dos dados do produto de toda cadeia”, reforçou Ana Paula, da GS1 Brasil.

A rastreabilidade é igualmente relevante, tendo em vista que, cada vez mais, o consumidor quer saber informações sobre seus produtos. “Na Unilever, sempre tivemos a preocupação com  procedência e práticas sustentáveis e o consumidor está de olho nisso. Também nos preocupamos para que nossos fornecedores tenham as mesmas práticas”, destacou Juliana.

Tendências que vieram para ficar

Emerson Destro, da ABAD, e Juliana Carsoni, da Unilver, concluíram que a pandemia reforçou algumas tendências. Entre elas:

  • crescimento dos canais digitais e busca por mais conveniência na hora da compra;
  • fortalecimento do e-commerce e canais de compra de conveniência, como o pequeno varejo, que agregam praticidade, economia e tempo;
  • menos deslocamento das pessoas para reuniões ou até para o trabalho, com mais espaço para o home office;
  • aumento da produtividade em razão da menor necessidade de deslocamento;
  • novos hábitos de higiene e limpeza;
  • empresas repensando seus investimentos e prioridades;
  • sociedade com novos propósitos e valores.

Clique aqui para assistir ao GS1 Talks com ABAD e Unilever.

Foto: Getty Images

 

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