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Pequenos varejistas: automação amplia competitividade

Os desafios para os pequenos varejistas se mostram cada dia mais evidentes, principalmente com o avanço deste setor no Brasil.

De acordo com o relatório Consumer Insights, produzido pela consultoria Kantar em 2022, o ‘pequeno varejo’ conquistou mais de 7,6 milhões de novos consumidores de 2019 a 2022, simbolizando 23,6% dos gastos totais mensais das famílias brasileiras neste período.

Tal crescimento evidencia a necessidade de construir ambientes mais ágeis e práticos.

Guilherme Mauri da Minha Quitandinha. Foto: divulgação

“Uma das soluções é a automatização, já que facilita o dia a dia dos pequenos varejistas, além de proporcionar benefícios que vão muito além da conveniência para o consumidor. Com isso, a ascensão desse tipo de mercado acaba sendo um termômetro para aprimorar todo o processo de atendimento tanto em complexos residenciais e comerciais, quanto em lojas de bairro. Isso não apenas deixa os clientes mais satisfeitos, como aumenta as chances de retornarem às lojas”, explica Guilherme Mauri, CEO da Minha Quitandinha.

Segundo Mauri, investir em soluções de automação, principalmente no self check-out – o mesmo que um terminal de autoatendimento, gera conexão com o consumidor, ainda mais porque ele entende que, apesar de buscar produtos em uma loja menor e localizada em pontos estratégicos de conveniência, ele poderá encontrar comodidade no momento de realizar as compras, principalmente por não se deparar com filas e um longo tempo de espera.

“Além disso, vai economizar com o deslocamento, dado o conceito de superproximidade proporcionado pelos pequenos varejos”, afirma.

Varejistas e pagamentos

A facilitação do pagamento por meios automatizados representa uma modernização dos sistemas dos pequenos varejistas e sua entrada na era digital.

Na visão de Mauri, o estabelecimento ainda economiza, visto que consegue minimizar custos de pessoal, por exemplo, já que não precisa ter um intermediário de compra na frente de caixa que acumula preocupações com troco, cédulas ou moedas corretas.

“Os sistemas automatizados processam pagamentos com precisão, tornando a transação suave e sem complicações, sem contar que os colaboradores podem ser direcionados para outras atividades, agregando mais valor e eficiência na operação e atendimento nas lojas”, explica.

Ainda, como benefício para o pequeno comerciante está o mapeamento da jornada do cliente, principalmente para avaliar cada comportamento de compra, estabelecendo uma aproximação a partir de estratégias como a personalização de ofertas, aprimoramento do mix de produtos e otimização da precificação para um atendimento cada vez mais assertivo.

“O caminho para fidelizar clientes é proporcionar uma experiência descomplicada e que supere as expectativas”, lembra Mauri.

Desta forma, além do investimento inicial em self check-out ser muito mais baixo do que o esperado, os pequenos varejistas que investem em automação reduzem erros de registro de caixa e minimizam perdas por fraudes ou trocos incorretos.

“Vale ter em mente que essa transição, além de  economizar custos e impulsionar a produtividade, pode ser o diferencial que os coloca em vantagem em um mercado cada vez mais competitivo”, finaliza o executivo.

Foto: iStock

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